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A Câmara Municipal de Nova Viçosa em defesa da comunidade no precesso de primarização

5 de fevereiro de 2014

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A câmara municipal de nova viçosa é seus dinâmicos vereadores  tem se destacado nos últimos meses na defesa aguerrida em favor da terceirização e contra a primarização dos serviços da Suzano Papel e Celulose.

A primarização – vista como uma novidade nos cursos de administração de empresas – precisa ser descartada como alternativa à terceirização no contexto socioeconômico do extremo sul da Bahia.
Assim pensa o vereador e presidente da câmara e todos os homens públicos comprometidos com o desenvolvimento desta região, especialmente no caso daqueles municípios que têm ligação com a Suzano Papel e Celulose.

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Desde o primeiro momento, quando soube que o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Suzano haviam firmado um acordo estabelecendo um prazo de três anos para o fim das chamadas empresas terceirizadas – em favor da primarização –, a câmara municipal tem se empenhado ao máximo para que esse acordo não vingue. Porque ele sabe que a primarização pode até ser muito boa para as empresas de papel e celulose, mas não para os trabalhadores que dependem das empresas terceirizadas para manter suas famílias e, também, aquecer a economia de muitas cidades da região.
De lá para cá, o presidente da Câmara de Nova Viçosa e membros da comissão tem participado de diversas reuniões, encontros e audiências, a fim de encontrar uma solução para a questão “Primarização versus terceirização”.

No final do mês de agosto, graças à iniciativa de Rogério Benjamim, foi agendada e realizada uma audiência com os representantes da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), da 5ª região, em Salvador.
A audiência contou com a participação de lideranças políticas regionais e estaduais, empresários do ramo florestal, procuradores, assessores jurídicos e radialistas.

Ao final, ficou a certeza de que é preciso unir forças em favor das empresas terceirizadas e contra o modismo da primarização.

ROGÉRIO BENJAMIM, PRESIDENTE DA CÂMARA DE NOVA VIÇOSA, DIZ POR QUE É CONTRA A PRIMARIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DA SUZANO 

Em entrevista à reportagem de ORIGEM, o presidente da câmara de Nova Viçosa expôs com detalhes seus pontos de vista e razões pelos quais é contrário à primarização dos serviços da Suzano Papel e Celulose.

As críticas do vereador foram feitas, de maneira enfática, à ação do Ministério Público do Trabalho que, na pressa de instituir o processo de primarização com a Suzano, não levou em conta as consequências que esse gesto pode representar para a região, sobretudo para os trabalhadores das empresas terceirizadas e para a economia dos municípios localizados na área de ação das empresas de eucalipto.
“A questão da primarização, firmada entre o MPT e a Suzano, não deixa claro qual será o destino de cada funcionário das empresas terceirizadas. Nessa conciliação não deixa claro o futuro econômico dos municípios que mantêm aliança ou parceria com a Suzano”, afirmou Rogério Benjamim.
Ele propôs o seguinte: “Precisamos gerar novas idéias, mobilizações em todos os municípios, para tentar reverter esse quadro negativo para os municípios envolvidos nessa questão”.

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Para o presidente da Câmara de Nova Viçosa, outro ponto negativo no processo de conciliação é que não foi dado o amplo exercício de defesa e contraditório às empresas envolvidas, ou seja, as empresas terceirizadas, as quais não “foram convocadas a se manifestar ou manifestar sua defesa”.
Outro ponto falho, segundo Rogério Benjamim, é que as empresas envolvidas não foram sequer citadas no processo do MPF. Logo elas, as maiores interessadas na discussão, foram ignoradas nas discussões.
“A prova de que elas são importantes é que, uma vez finda a parceria, vão deixar de existir. Como manter uma terceirizada funcionando se não existem serviços para serem prestados?”, questionou.

Para destacar a importância das empresas terceirizadas, o presidente Rogério Benjamim citou o exemplo das empresas sediadas em Itabatã, distrito de Mucuri, e Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa.
Segundo ele, a existência das terceirizadas é decisiva para os dois distritos em questão, pois, além de pagar impostas como ISS, geram empregos e renda, movimentando a economia dessas localidades.
“Como são distritos que pretendem se emancipar, tornando-se cidades, precisam mais do que nunca das empresas terceirizadas”, pontuou Rogério Benjamim.

Finalizou dizendo que as conseqüências do fim das empresas terceirizadas serão, entre outras, o aumento da taxa de desemprego, a violência e o prejuízo na arrecadação de impostos dos municípios.

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